terça-feira, 12 de janeiro de 2010

alguma coisa acontece no meu coração....


"Pra quê tanto medo dá rua paulista.
Ninguém vai pintar você de tinta." (Danilo Nunes)



O elevador estragou. Senha errada.




Engraçado foi a sensação de prazer sem poder senti-la. Sempre pensando: “nossa que lugar é esse” e lembrando que aquilo ali já fora um presídio. Mas....Nossa que lugar é aquele!!! Dar a volta em torno daquilo tudo é sensacional, aquele parque montado, aquelas selas conservadas e uma sensação de desumanidade, transformada em liberdade. Fazer dos espaços uma escolha individual, transformar pistas de skate em piscina com escorrega. A alegria daquelas crianças contagiando tudo.











Paz onde fora o inferno. Alívio!




Obscuros BeCos, claros dígitos




Não poderia faltar uma olhada panorâmica de Sampa, ainda mais vista sob as curvas de Niemeyer. Tantos apartamentos, tanta gente diferente dividindo o mesmo espaço, abrangência em necessidades de uso sob o mesmo teto.



A forma dos brises, a quebra da monotonia na faixada e uma grande semelhança com um edifício em BH do mesmo autor. Qual veio primeiro!?












Nesse, é visível a necessidade da utilização da cidade em pelo menos duas das tipologias de apartamentos, isso é visto pelo tamanho da cozinha. O típico paulistano, que vive o dia todo na garoa e a casa é para o descanso. Uma delícia, começando pela localização, terminando na vis

ta

proporcionada.


Uma volta pelo centro.


Uma tristeza, ainda mais quando se pensa que ali é a sede do instituto de arquitetos, ali estão nomes importantes, e nada é feito. Mas a priore, o prédio tombado só precisa de uma grande manutenção. O que entristece é que há planos e projetos mas não há verbas. Eis nosso querido governo. Mas falando de arquitetura é interessante o jogo de pés-direitos, os vidros e a primeira utilização do subsolo como um lugar de encontro e descontração para arquitetos e afins. Como o interior responde ao exterior. E a expectativa de encontrar o Senhor, amigo do Guilherminho, Paulo Mendes da Rocha.



Continuação das andadas pelo centro.



Deixando lá com um típico sanduíche de mortadela do Mercado Municipal. Delícia!!!

domingo, 10 de janeiro de 2010

adoráveis pequenos vãos



Arrepio!! Sempre que me coloco debaixo daquele super vão de Lina Bo Bardi, é essa a sensação. Mas dessa vez um pouco mais diferente. Sim, contraditório o pouco e mais, mas compreender melhor o significado daquilo tudo e a intenção de Lina, me deixou um pouco atordoada, no melhor sentido da palavra.


Ruim é ver que os atuais administradores não consideram as propostas da autora do projeto, não fazem seu uso devidamente, não se abrem para novas propostas e utilização de museus. Sempre ousada e inovadora. Eis o grande e frágil Museu de Arte de São Paulo.




Mais vãos, de se perder de vista.



Aquele mostro de concreto se colocando como folha de papel. Como uma árvore que brota do chão e se coloca ali. Começa pela praça, depois pelo vão, e logo o se esconder ali em baixo, como se o terreno fosse um esconderijo.








A pequena caverninha de arte! O MUBE. Deu vontade de deitar e sentir cada metro quadrado.


Nua e Crua















Nada mais nu e cru. Singelo como algo proibido. Olha pra lá, olha pra cá, tudo limpo? Então entra. Surpresa!!!


















do próprio

Então a casa do próprio Senhor amigo de Guilherminho. Linda por fora, mas pra nós foi bem assim: “de cara com a porta” e um vigia camarada. Ele pelo menos nos deixou dar uma passeada pela lavanderia, ir até a porta de entrada, e tentar ver pelos rasgos de vidro um pouquinho de seu interior. Ficou aquele gostinho de quero mais.



no lugar do verde, o rosa


Yes!! Vamos ao mundo da sustentabilidade!! Brincadeiras a parte, seria desnecessário comentários sobre a praça. Salvando o terreno, não precisava de mais nada.






No entanto se faz para o público e requer de vários usos.








Sensação de que não é todo mundo que simplesmente fechou os olhos, há aqueles que quebram a cabeça e tentam inovar e contribuir pra sociedade.




E nos mostra, acima de tudo, que sustentabilidade não é verde, não é plantar árvore, nem tetos verdes. Sustentabilidade começa na maneira de projetar, nos materiais e formas.